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#3714844

Paciente de 74 anos com neoplasia pulmonar metastática, ECOG 4, dispneia moderada, anorexia severa, perda ponderal importante e dois internamentos no último mês, apresenta progressiva deterioração funcional. Durante avaliação de elegibilidade para cuidados paliativos intensivos, a equipe decide aplicar ferramentas de prognóstico para estimar sobrevida inferior a 30 dias. Os achados incluem:

Palliative Performance Scale (PPS): 30%.
Palliative Prognostic Index (PPI): 6,5 pontos.
Palliative Prognostic Score (PaP): Grupo C (sobrevida <30 dias).
• Ausência de taquipneia, porém com delirium leve.
• PCR elevada e leucocitose.
• Não há indicação de novos tratamentos modificadores de doença.

Considerando a interpretação avançada das ferramentas prognósticas e suas limitações, assinale a alternativa correta sobre o caso.

  • A presença dedeliriumleve reduz a acurácia do PPI, tornando o escore inadequado para estimativa de sobrevida curta.
  • O PPS de 30% indica prognóstico mais favorável que o PaP Grupo C e, portanto, não deve ser utilizado para decidir medidas de fim de vida.
  • O PPI > 6 confirma prognóstico de sobrevida extremamente curta (≤3 semanas), mesmo na ausência de taquipneia, e, associado ao PaP Grupo C, reforça estimativa de vida muito limitada.
  • O PaP tem baixa validade em câncer de pulmão metastático e, por isso, não deve ser usado isoladamente ou em conjunto com outras ferramentas no caso.
  • Ferramentas prognósticas não devem ser utilizadas quando o paciente apresenta ECOG 4, pois a funcionalidade não é considerada em tais modelos.
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