Mulher, 58 anos, com diabetes tipo 2 e história de gastrite crônica, apresenta
dispepsia progressiva há 8 meses, associada a perda de apetite e emagrecimento de 8 kg. Relata
epigastralgia, sem hematêmese ou melena. Exame físico sem visceromegalias ou linfonodomegalias
palpáveis. Endoscopia digestiva alta identifica lesão ulcerada de bordas irregulares no corpo gástrico,
com biópsia confirmando adenocarcinoma gástrico. Sobre o câncer gástrico, analise as assertivas
abaixo: I. A síndrome do câncer gástrico difuso hereditário está associada à hiperexpressão da molécula de
adesão celular E-caderina (gene CDH1). II. Uma lesão gástrica com aspecto endoscópico ulcerante é considerada tipo III segundo a
classificação de Borrmann. III. O câncer gástrico do tipo difuso, segundo Lauren, apresenta disseminação predominantemente
por via hematogênica. IV. Pólipos hiperplásicos são lesões benignas do estômago, sem potencial precursor de
adenocarcinoma, e sua incidência é reduzida em pacientes usuários de inibidores de bomba de
prótons. V. A variante intestinal é mais bem diferenciada e normalmente surge no contexto de uma condição
pré-cancerosa reconhecível, como atrofia gástrica ou metaplasia intestinal. Homens são mais
comumente afetados do que mulheres. Quais estão corretas?
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