Paciente masculino de 45 anos foi atendido pelo psiquiatra após
inúmeras consultas com especialistas. Sua queixa principal
descrevia quadro de síndrome dispéptica com empanzinamento,
distensão abdominal e receio de se alimentar. Também havia
soluços recorrentes após alguns tipos de alimentos, pirose e dor
em epigástrio.
No início do quadro, há um ano, os sintomas eram relacionados a
alimentos gordurosos e carnes, motivando a evitar esses
alimentos. Posteriormente, muitos tipos de alimentos como
ervilhas, milhos, leite e derivados foram excluídos da dieta por
piorarem os sintomas. Passou a evitar alguns condimentos e
pastas como purês e caldos grossos, devido à textura desses
alimentos.
Durante o período de um ano, perdeu 15 kg (peso atual 45 kg) e
está com IMC de 18 kg/m². Trouxe alguns exames para a
consulta, os quais demonstraram: endoscopia digestiva alta com
gastrite leve; ultrassonografia com discreta esteatose hepática;
tomografia de abdome e pelve não revelaram qualquer alteração
significativa. Negou quaisquer outros sintomas em aparelhos e
sistemas orgânicos, exceto pelo já descrito sobre o trato
gastrointestinal. O paciente se mostrava insatisfeito e
preocupado com o peso atual, porém não havia intenção de
emagrecer ou descontentamento com sua percepção corporal
previamente. O paciente relatou o divórcio seguido da brusca
mudança na rotina e seus hábitos alimentares há um ano e meio
com extrema tristeza. O paciente negava e não havia indícios de
comportamento purgativo. Também não preencheu critérios
para episódio depressivo maior.
Sobre o quadro clínico descrito, é correto afirmar que se trata de
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