Bosi (2006) faz uma análise sob a perspectiva de Lucien Goldmann, que propõe uma
abordagem genético-estrutural do romance tendo como ponto de partida a tensão entre o
escritor e a sociedade. Ao estabelecer essa tensão como dado existencial primário,
Goldmann define uma “hipótese explicativa do romance moderno, na sua relação com a
totalidade social”, em que o romance se funda na oposição ego e sociedade. Dessa hipótese,
deriva uma classificação que estabelece a existência de romances em que o herói ou
empreende uma busca por valores pessoais que vençam a hostilidade do meio em que vive,
como em Dom Quixote, ou se fecha em si mesmo, como em A Educação Sentimental, de
Flaubert, podendo, ainda, aprender a viver, como em Wilhelm Meister, de Goethe. Uma revisão do esquema de Goldmann possibilita a análise do romance brasileiro moderno,
após 1930, a partir da observação de um grau crescente de tensão entre o herói e o seu
meio.
Sobre essa análise, é INCORRETO afirmar que
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