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#3227393
Texto da Questão:





FONTE: CÂMARA JR., Joaquim Mattoso. Estrutura da Língua Portuguesa.

Petrópolis: Editora Vozes, 1992, 21ª ed.)

A partir da leitura do texto de Mattoso Câmara Jr., podemos refletir sobre as atitudes do professor/educador e do estudante/educando em relação aos fenômenos linguísticos com os quais nos deparamos em situações reais de interação linguística. Um desses fenômenos é o apagamento/supressão de um som ou grupo de sons no fim de um vocábulo, conhecido como “apócope”, como ocorre com verbos no infinitivo (amar, vender, partir etc.). Nesses verbos, a pronúncia do som de [r], apesar de figurar em sílaba tônica, é fraca e, por isso suprimida. Daí serem comuns, na língua falada, registros como “amá”, “vendê”, “parti”. Para explicar fenômenos como esse, sob a perspectiva da gramática sincrônica, o professor precisa ser capaz de:

  • demonstrar ao aluno que a supressão desse som específico é um fenômeno que está ocorrendo no português atual, independentemente do juízo de valor que se faça a respeito.
  • orientar o aluno a corrigir essas ocorrências, mostrando-lhe a contraparte correta, em conformidade com a norma-padrão culta da língua portuguesa.
  • entender que essas corruptelas não passam de fenômenos isolados, que foram resgatados do português arcaico por grupos saudosistas e, portanto, devem ser rechaçadas.
  • ensinar ao aluno sobre a carga social negativa da apócope, demonstrando que a língua falada e a língua escrita são manifestações distintas da mesma capacidade e não se influenciam mutuamente.
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