O uso da expressão "análise linguística" não se deve ao
mero gosto por novas terminologias. A análise linguística
inclui tanto o trabalho sobre as questões tradicionais da
gramática quanto amplas a propósito do texto, entre as
quais vale a pena citar: coesão e coerência internas do
texto; adequação do texto aos objetivos pretendidos,
análise dos recursos expressivos utilizados (metáforas,
metonímias, paráfrases, citações, discurso direto e
indireto etc.); organização e inclusão de informações etc.
Essencialmente, a prática de análise linguística não
poderá limitar-se à higienização do texto do aluno em
seus aspectos gramaticais e ortográficos, limitando- -se a
'correções'. Trata-se de trabalhar com o aluno o seu
texto para que ele atinja seus objetivos junto aos leitores
que se destina.
GERALDI, João Wanderley. O texto na sala de aula: leitura e
produção. Cascavel: Assoeste, 1984.
Ao considerar a interpretação como a unidade central
de ensino, a análise linguística e outras práticas
discursivas são inseridas nos eixos que guiam o ensino,
que incluem o uso da língua oral e escrita, bem como a
reflexão sobre a língua e a linguagem. Isso destaca que
"[...] as práticas de linguagem que ocorrem no espaço
escolar [...] devem, necessariamente, tomar as
dimensões discursiva e pragmática da linguagem como
objeto de reflexão" (BRASIL, 1998, p. 34).
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