Ao abordar a relação que o historiador mantém com suas fontes, Ginzburg a associa a obras que exploram, de diferentes maneiras,
a capacidade de produzir conhecimento a partir de elementos aparentemente irrelevantes: a do crítico de arte Giovanni
Morelli, com seus signos pictóricos; a do romancista Conan Doyle, com as pistas perseguidas pelo detetive Sherlock Holmes; e a
de Freud, com os sintomas que lhe permitiram diagnosticar uma série de enfermidades inacessíveis à observação direta. A ideia
de que é possível decifrar a realidade por meio de seus fragmentos superficiais passou a ser conhecida como paradigma
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