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#3556309

De acordo com as recomendações da Associação Americana do Diabetes, são necessárias a formação e a atuação de uma equipe multiprofissional como condição decisiva para favorecer os cuidados aos portadores do DM, de forma a permitir melhor qualidade de vida para estes indivíduos. Entre as causas mais frequentes de complicações está o pé diabético, que se caracteriza como infecção, ulceração e/ou destruição de tecidos profundos associados a alterações neurológicas, graus diferenciados de doença vascular periférica e deformidades osteoarticulares. Sobre a avaliação fisioterapêutica relacionada a esses pacientes, assinale a afirmativa correta.

  • Por causa da perda da sensibilidade protetora, o trauma repetitivo causado pela caminhada pode ser percebido pelo paciente e, como resposta fisiológica natural, acarreta a formação de calos, o que aumentará o risco de ulceração.
  • Entende-se que o risco de ulceração é proporcional ao número de fatores de risco, e que eles são os mesmos para pacientes com diagnóstico de neuropatia periférica e deformidade do pé e amputação prévia, quando comparadas a pessoas sem fatores de risco.
  • As lesões do pé diabético resultam da combinação de dois ou mais fatores de risco que atuam concomitantemente e podem ser desencadeadas tanto por traumas intrínsecos quando extrínsecos, associados à Neuropatia Periférica (NP), à Doença Vascular Periférica (DVP) e à alteração biomecânica.
  • Quanto à biomecânica da marcha, qualquer limitação dos movimentos das articulações do pé e tornozelo pode alterá-la, ocasionando passo disfuncional. Na neuropatia periférica, quando já existem deformidades ósseas desenvolvidas nas cabeças metatarsianas dos pés e no antepé, elas representam áreas de excessiva pressão durante a fase de apoio terminal do calcâneo e de apoio plantar no ciclo da marcha.
  • A Doença Vascular Periférica (DVP) constitui fator de risco isolado para ulcerações; e não associada à neuropatia é uma das principais causas não traumáticas de amputação. Por reduzir o fluxo de nutrientes e oxigênio ao tecido, favorece a emergência de úlceras, já que dificulta a cicatrização, assim como também favorece o surgimento de processos infecciosos, graças ao fato de que condições isquêmicas reduzem a ação da antibioticoterapia.
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