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“O operário torna-se tanto mais pobre quanto mais produz riqueza, quanto mais sua produção cresce em potência e extensão. O operário torna-se uma mercadoria tanto mais barata quanto mais cria mercadorias. Com a valoração do mundo das coisas cresce em relação direta a desvalorização do mundo dos homens. O trabalho não produz apenas mercadorias; ele produz a si próprio e ao trabalhador como uma mercadoria, precisamente na proporção em que produz mercadorias em geral” (Marx. Obras filosóficas da juventude. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Do Romantismo ao Empiriocriticismo. Volume 5. São Paulo: Paulus,
2023).


Sobre a Filosofia do Materialismo Histórico e Dialético, é CORRETO afirmar:

  • Para Marx, a religião não é obra de uma humanidade oprimida que deve buscar consolo na imaginação da fé, mas justamente uma invenção burguesa de enganadores que buscam manipular os meios de produção.
  • Marx considerava que a superestrutura ideológica é plenamente independente da estrutura econômica, uma vez que o material é superior ao ideal e, dele, rejeita a natureza.
  • No seio da doutrina marxista existe uma concessão metafísica e idealista na perspectiva da ditadura do proletariado, uma vez que as contradições antitéticas são construções ideais que poderiam produzir o sistema comunista.
  • A alienação do trabalho, em Marx, é externa ao operário, ou seja, não pertence a seu ser. O trabalhador em estado de alienação se nega, e insatisfeito, e infeliz, não desenvolve livre energia física e espiritual, mas desgasta-se e perde sua humanidade, objetificando-se.
  • Para Marx, a alienação é especulativa e independe dos processos históricos, pois a superestrutura que rege o ideológico, motricidade da alienação, possui elementos culturais superiores aos elementos econômicos em sua constituição.
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