“Tomemos um exemplo. Alguém diz que em alguma parte do oceano há uma ilha que, por
causa da finalidade, ou melhor, da impossibilidade de encontrar aquilo que não existe, alguns
chamam ‘Perdida’. Eles fabulam que, muito mais do que se diz das ilhas afortunadas, esta ilha
é opulenta pela sua inestimável abundância de todo tipo de riqueza e de toda delícia; e eu, sem
possuidor ou habitante qualquer, seja superior pela superabundância de bens a todas as outras
terras habitadas em todo lugar pelos homens. Que alguém me diga tudo isso, e eu
compreenderei facilmente este dizer, no qual não há nenhuma dificuldade”
Fonte: Anselmo. Proslogion. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Patrística e Escolástica. Volume 2.
São Paulo: Paulus, 2023.
A Ilha Perdida é uma metáfora que antepôs o Liber pro Insipiente de Gaunilon (e retomado por
Tomás) e o Liber Apologeticus de Anselmo (e retomado por Descartes). Sobre a prova a priori
da existência de Deus, como defendida por Anselmo no argumento ontológico, é CORRETO
afirmar:
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