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#1936162

Os biocombustíveis e o uso da biomassa para geração de energia tornaram-se um dos pilares da matriz energética brasileira, integrando o setor do agronegócio ao setor energético.
Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Energética (EPE), “a avaliação do desempenho da produção sucroenergética requer também verificar como está distribuída a área de cultivo da cana, que é diferenciada em: reformada, em reforma, de expansão e de cana soca. A participação da cana planta (cana planta/cana total) considerada ideal é de 18%, percentual relativo a uma renovação do canavial após cinco safras (UNICA, 2017).
O Gráfico 2 apresenta a evolução da participação da cana planta no total de cana colhida no Brasil, excluindo a área de cana em reforma. Área reformada é aquela recuperada no ano da safra anterior e que está disponível para colheita. Área em reforma é aquela que não será colhida, pois se encontra em período de recuperação para o replantio da cana ou outros usos. Área de expansão é a classe de lavouras de cana que, pela primeira vez, está disponível para colheita. Área de cana soca é aquela que já passou por mais de um corte. Área de cana planta equivale ao somatório das áreas reformadas e de expansão”. 
Empresa Brasileira de Pesquisa Energética. “Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis 2021”
Considerando os comentários da EPE, analise o gráfico a seguir.
Gráfico 1 Participação da cana planta na área total colhida e produtividade (Brasil)
Imagem associada para resolução da questão


Fonte: EPE a partir de (CONAB, 2022a) (CONAB, 2022b) e (UNICA, 2017)
Sobre os biocombustíveis e o uso da biomassa para geração de energia, assinale a afirmativa correta.

  • É possível ver que o aumento percentual da área de renovação, ou seja, reformada e em reforma, coincide com o aumento do percentual de cana planta.
  • No período 2017/2022, é possível constatar que as áreas de expansão não produzem nenhuma variação no comportamento da curva de cana planta.
  • A produtividade média no período representado no gráfico foi de 73,4, sendo os picos de produtividade de 76, 9 e 76,1, respectivamente nos anos 2015/16 e 2019/20, indicando que nesses anos a participação da cana planta se manteve nos parâmetros ideais.
  • Os biocombustíveis de 2ª e 3ª geração surgem como parte da tentativa de melhoramento do ATR da cana, especialmente por meio da cana transgênica, visando resolver o problema da estagnação da produtividade no setor.
  • Os biocombustíveis de 2ª geração estão sendo desenvolvidos para tentar solucionar um problema de queda de produtividade do setor, considerada por muitos como resultantes de fatores estruturais, o que exige melhoramento de espécies (modificação genética e alteração enzimática) e de processos tecnológicos na produção.
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