Uma enfermeira estava participando de uma pesquisa sobre focos de Dengue em uma comunidade em
Osasco – SP, quando encontrou um casal de irmãos vivendo
em um quartinho, nos fundos de uma borracharia. Apurou
que eles sempre viveram lá com a mãe, mas ela desapareceu há aproximadamente cinco meses, segundo o dono
da borracharia. Este informou que a menina tem 8 anos e
o menino 10, e que eles deixaram de ir à escola há três
meses, quando começou o ano letivo. As crianças fazem
pequenos serviços para os comerciantes e moradores do
bairro, que lhes dão alimentação em troca, mas estão sem a
supervisão de qualquer adulto. A enfermeira constatou que
o quarto é modesto e quase sem conforto, mas está arrumado e asseado. O dono da borracharia os deixa ficar lá
porque, segundo ele, são educados e não fazem bagunça e
estão esperando a mãe reaparecer.
Além de anotar seus achados no relatório que fez para
a Diretoria da Unidade Básica de Saúde da área em que
se localiza a borracharia, a enfermeira diligenciou para
que a situação fosse notificada ao Conselho Tutelar da
região. Ao fazer isso, atendeu ao que estabelece o Estatuto da
Criança e do Adolescente e o Código Penal Brasileiro e
evitou ser enquadrada no que prevê o Código de Ética
dos Profissionais de Enfermagem, que proíbe, ao profissional de enfermagem, no
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