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#3551101

     Até o século XIX, os economistas buscavam explicar a economia mundial, fazer prognósticos sobre o futuro da economia e estabelecer princípios de economia política que direcionassem quais políticas poderiam levar ao bem-estar social ou ao empobrecimento. A partir do século XX, em que pese alguns economistas continuarem a acreditar que a economia poderia cumprir referida função política, surge outra vertente teórica, que deu origem à teoria tradicional do bem-estar (HICKS, 1939).
     As correntes teóricas prevalecentes no século XX herdaram uma ciência econômica dominada, desde 1870, pela Teoria do Equilíbrio Geral (NAPOLEONI, 1979). O principal representante dessa teoria, o economista e matemático Léon Walras, defendia um maior rigor matemático para assuntos de ordem econômica, que envolveriam a interação entre os agentes em diversos mercados e a tendência ao equilíbrio. A teoria do equilíbrio walrasiana, uma das mais importantes teorias relacionadas à distribuição de recursos em uma economia, culminou no critério de eficiência de Pareto (AGAFANOW, 2007).
     De acordo com Walras (1983, p. 78), o equilíbrio perfeito ou geral do mercado está fundamentalmente ligado ao que se denomina valor de troca, uma vez que esse valor determina as relações de preços entre os bens trocados no mercado, e o alcance do equilíbrio representa a eficiência econômica proporcionada pela atuação dos agentes no mercado.
      Segundo Napoleoni (1979), as teorias econômicas constituídas após 1900 focaram em dois caminhos distintos, um na continuidade e aprofundamento da teoria do equilíbrio e outro na constituição teórica embasada nas críticas a ela – dentre as quais estão “a economia do bem-estar” e “a nova economia do bem-estar”; a primeira representada por Arthur Cecil Pigou e a segunda constituída sobre as bases da otimalidade de Vilfredo Pareto, um dos principais seguidores de Walras.

(Revista de Desenvolvimento Econômico. Ano XIX, v. 2, n. 38/2017. Adaptado.)

Considerando as informações contidas no excerto anterior e, ainda, sobre equilíbrio geral e bem-estar, assinale a afirmativa INCORRETA.

  • A solução para o problema de maximização do bem-estar total de uma comunidade está sujeita a determinada função de transformação dos bens e da sua relação com a utilidade dos indivíduos e o total de bens disponíveis.
  • O alcance do máximo bem-estar social depende de um conjunto de possibilidades de utilidades em uma economia, que pode ser definido como um conjunto formado por vetores que representam os níveis de utilidades dos indivíduos.
  • Os aspectos relevantes para a formulação de políticas constituem um “conjunto de possibilidades de utilidades” (utility possibility sets); é esse conjunto que oferece, aos formuladores de políticas, as opções de ação para solucionar o problema-chave da economia do bem-estar, que é maximizar o bem-estar social.
  • O bem-estar não deve ser avaliado em termos de aceitabilidade social de estados econômicos alternativos ou de desejabilidade social de distribuições alternativas de recursos, pois estado econômico não deve ser entendido como um arranjo particular das atividades econômicas e dos recursos da economia e nem pode ser caracterizado pela forma como os recursos são alocados e como são distribuídas as recompensas pela atividade econômica.
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