O Governador do Estado Alfa, três meses antes da eleição na qual
concorreria visando à sua recondução a esse prestigioso cargo
eletivo, exonerou duzentos servidores ocupantes de cargos de
“assessor”. A Lei estadual que criou estes cargos, embora tenha
mencionado que seriam cargos em comissão, foi expressa no
sentido de que poderiam ser usados para suprir a vacância dos
cargos de provimento efetivo, de modo a assegurar a
continuidade do serviço. Era o que se verificava em relação aos
duzentos servidores exonerados.
À luz da sistemática constitucional e legal, considerando ainda
que a referida lei estadual jamais foi submetida ao controle
concentrado de constitucionalidade, é correto afirmar que a
conduta do Governador do Estado é
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