Quando falamos que vivemos numa “cultura do consumo”, é quase inevitável que a constatação seja acompanhada de
uma carga negativa. O termo é frequentemente associado a um materialismo banal que teria surgido nos últimos anos.
Um exemplo da dimensão do tema está no fato de que, na esfera individual, ao adquirir um determinado bem ou serviço,
principalmente algo supérfluo, ajudamos a construir nossa própria identidade. Hoje, comprar um carro esportivo de dois
lugares ou uma minivan com capacidade para sete passageiros representa uma afirmação sobre o que somos e o que
não somos. O mesmo vale para um terno de corte impecável ou um blazer desconjuntado, um patê de foie gras ou um
pacote de pipoca. Isso ajuda a nos diferenciar de um vizinho e a nos aproximar de outro. Disponível em: <http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/764/noticias/consumo-e-cultura-m0043391>.Acesso em: 30 maio 2016.
Essa análise do tipo de cultura das sociedades contemporâneas revela a(o)
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