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#3631638

Um estudo publicado na revista Molecular Psychiatry em 2014 investigou os impactos do uso de metanfetaminas em adolescentes. Os pesquisadores observaram que adolescentes usuários de metanfetamina apresentaram alterações significativas na estrutura cerebral, especialmente no sistema frontoestriatal, responsável por funções como controle de impulsos e tomada de decisões. Essas alterações foram mais pronunciadas em adolescentes do que em adultos, sugerindo uma maior vulnerabilidade do cérebro em desenvolvimento aos efeitos neurotóxicos da droga.

Com base nas descobertas apresentadas e nos conhecimentos sobre o papel dos neurotransmissores no sistema nervoso, assinale a alternativa que explica como as metanfetaminas são capazes de gerar estados eufóricos e, ao mesmo tempo, provocar um colapso emocional em usuários crônicos.

  • O uso crônico de metanfetaminas leva à sobrecarga do sistema dopaminérgico, aumentando a liberação de dopamina no curto prazo, mas reduzindo progressivamente a capacidade de resposta dos receptores, resultando em tolerância, anedonia e maior suscetibilidade à depressão.
  • As metanfetaminas agem de forma exclusiva nos receptores de serotonina, sendo a regulação desse neurotransmissor a principal responsável pelos efeitos de euforia e dependência observados nos usuários crônicos.
  • As metanfetaminas alteram o sistema de neurotransmissores, promovendo uma liberação maciça de dopamina e inibindo sua recaptação. Desencadeiam neuroinflamação que compromete sinapses no estriado ventral e no córtex pré-frontal, afetando o controle de impulsos e aumentando a vulnerabilidade a transtornos mentais.
  • Os efeitos eufóricos das metanfetaminas decorrem de alterações periféricas, como o aumento da pressão sanguínea e da glicose, sem afetar diretamente as estruturas neuronais responsáveis pelo sistema de recompensa cerebral.
  • O uso de metanfetaminas pode causar euforia inicial devido ao aumento da captação de neurotransmissores pelas células nervosas, mas não afeta a comunicação entre os neurônios a longo prazo, sendo os sintomas de abstinência apenas fisiológicos.
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