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#3555435

      Um ensino de língua materna comprometido com a luta contra as desigualdades sociais e econômicas reconhece, no quadro dessas relações entre a escola e a sociedade, o direito que têm as camadas populares de apropriar-se do dialeto de prestígio, e fixase como objetivo levar os alunos pertencentes a essas camadas a dominá-lo, não para que se adaptem às exigências de uma sociedade que divide e discrimina, mas para que adquiram um instrumento fundamental para a participação política e a luta contra as desigualdades sociais.
SOARES, Magda. Linguagem e escola: uma perspectiva social. São Paulo: Editora Ática, 1989.

Com base no texto, é correto afirmar que a autora 

  • defende o ensino da variedade padrão da língua, o que configura uma forma de preconceito linguístico, pois desconsidera as variedades socialmente desprestigiadas que podem ser faladas por grande parte dos alunos.
  • opõe-se ao ensino da norma culta da língua na escola, visto que esta variedade é um instrumento de dominação e exclusão social que oprime as camadas populares.
  • estabelece uma distinção entre a língua, que seria a norma-padrão, e os dialetos, que seriam as variedades não-padrão faladas pela maioria da população e discriminada na escola.
  • considera essencial que os professores ensinem as variedades não-padrão da língua na escola, com o objetivo de aumentar a participação política das camadas desfavorecidas da população.
  • afirma que o ensino da variedade padrão da língua é essencial na luta contra as desigualdades sociais, mas não defende que as camadas populares devam abandonar suas variedades linguísticas.
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