Olhar-se ao espelho e dizer-se deslumbrada: Como sou
misteriosa. Sou tão delicada e forte. E a curva dos lábios
manteve a inocência. Não há homem ou mulher que por acaso
não se tenha olhado ao espelho e se surpreendido consigo
próprio. Por uma fração de segundo a gente se vê como a um
objeto a ser olhado. A isto se chamaria talvez de narcisismo,
mas eu chamaria de: alegria de ser. Alegria de encontrar na
figura exterior os ecos da figura interna: ah, então é verdade
que eu não me imaginei, eu existo.
(Clarice Lispector. Aprendendo a viver. São Paulo, Rocco, 2004)
O trecho – Não há homem ou mulher que por acaso não
se tenha olhado ao espelho e se surpreendido consigo
próprio. – está reescrito com as expressões em destaque
flexionadas no plural e as formas verbais flexionadas no
pretérito, de acordo com a norma-padrão da língua e sem
prejuízo de sentido, em:
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