Por outro lado, é verdade também que quase todos – alunos, professores, pais, gestores, políticos –
apontam que há problemas na Educação brasileira, em particular, no nível básico. Uns usam os discutíveis
rankings de países para apoiar seu desconforto. O raciocínio é baseado na seguinte lógica: o Brasil não está
bem colocado no PISA e, portanto, isso “mostra” que a Educação está ruim e, também, que as pesquisas da
Área de Educação e Ensino não atingem seus objetivos. Outros usam análises qualitativas feitas em
dissertações e teses das Áreas de Ensino, Aprendizagem e Educação para apontar o descompasso da escola
com as demandas da sociedade por uma democracia econômica em nosso país. Testes de diversas naturezas
são utilizados também para justificar tal ideia, mas não cremos que ninguém diria – com exceção de pequenos
bolsões formados, por exemplo, pelos Institutos Federais de Educação – que a educação básica vai mal e está
apoiada demasiadamente em apostilas que visam apenas a testes. Ou seja, a afirmativa de que a “Educação vai
mal” pode estar correta, mas não devido ao resultado de testes que não foram feitos para ranquear países, como
o PISA, ou por causa da pesquisa, conforme vamos argumentar.
[...]
Fonte: BORBA, M. C.; ALMEIDA, H. R. F. L.; GRACIAS, T. A. S. Pesquisa em ensino e sala de aula:
diferentes vozes em uma investigação. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2019. p. 19-20.
Assinale a alternativa integralmente CORRETA em relação aos elementos de coesão sequencial
empregados no texto.
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