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#2983187

“O Espelho” de Machado de Assis é um exemplo notável da habilidade do autor em explorar a complexidade da psicologia humana e da identidade. A história gira em torno de um homem que é nomeado alferes e, como resultado, experimenta uma transformação psicológica notável. O conto explora o impacto das expectativas sociais e das designações de status sobre a psique humana. Assinale a alternativa de como se inicia o conto supracitado? 

  • A narrativa começa com um debate filosófico entre quatro ou cinco cavalheiros em uma noite tranquila, e um personagem chamado Jacobina, que permanece em silêncio na maioria das discussões, revela sua teoria de que cada ser humano tem duas almas: A primeira é a alma interior, que corresponde à essência, à identidade, à consciência de si mesmo. A segunda é a alma exterior, que corresponde à imagem, à reputação, à influência de algo ou alguém sobre a pessoa.
  • A história começa com a dúvida de Rita sobre o sentimento de Camilo por ela. Eis o motivo pelo qual Rita busca a cartomante para consultá-la e assim tranquilizar o coração. À medida que a história avança, Machado apresenta um cenário de amizade entre as personagens: Vilela, Camilo e Rita. A partir de então podemos ter o contexto das relações. Vilela e Camilo são amigos de infância que se reencontram quando adultos. Rita, esposa de Vilela, completa o trio de amizade, formando o triângulo amoroso. Nesse reencontro entre os dois rapazes, Camilo perde a mãe, e para consolá-los, Vilela o ajuda com as questões do funerário, enquanto Rita se aproxima do amigo do esposo e, então a trama está feita.
  • Nogueira, o narrador, relembra uma noite da sua juventude e a conversa que teve com uma mulher mais velha, Conceição. Aos dezessete anos, partiu de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, com o intuito de concluir os estudos preparatórios. Ficou hospedado em casa de Meneses, que havia sido casado com uma prima sua e esposa Conceição em segundas núpcias.
  • Aires vive assim de esperar, numa espécie de morte prévia anunciada, um luto vitalício. O personagem mantém sua narrativa repleta de lembranças semimortas, condizente com o clima de despedida fúnebre e nada destoante do existente ao final do Império no Brasil. Ao contrário, D. Pedro II, ele sim era um príncipe herdeiro. E com a expectativa do final do Império e da Proclamação da República, sabe-se, eram cada vez mais cadavéricos os episódios vividos por ele e a Princesa Isabel entre 1888 e 1889, especialmente, os anos da narrativa.
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