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#1975190

Cerca de um bilhão de pessoas no mundo - um sexto de todos os humanos do planeta - são afetados pelas chamadas “doenças negligenciadas”: enfermidades que a indústria farmacêutica não tem interesse em pesquisar, segundo a Organização Mundial de Saúde [...] O motivo? “Elas estão relacionadas à pobreza, não têm muito interesse para o mercado porque não dão um retorno lucrativo”, [...] Elas são silenciosas, diz a OMS, “porque as pessoas afetadas ou em risco têm pouca voz política”.
BBC Brasil. Disponível em: https://www.bbc.com/ portuguese/gerai-46961306. Acesso em: 11 jul. 2019.
Entre as doenças negligenciadas, a hanseníase mantém-se como importante endemia para a saúde pública do Brasil, sobretudo por sua magnitude e pelo alto poder incapacitante, associado ao estigma. O país está entre os 22 que possuem as mais altas cargas da doença em nível global, ocupa a 2a posição na detecção de casos novos e detém 92% do total de casos dos países das Américas.
BRASIL, 2019. Disponível em: http://www.portalarquivos2. saude.gov.br/imagens/pdf/2019/marco/27/Estrategia-Nacional-CGHDE-Consulta-Publica-27mar.pdf. Acesso em: 11 jul. 2019.
Em 2019, foi publicada a Estratégia Nacional para o Enfrentamento da Hanseníase - 2019 - 2022. Em relação à situação e recomendações para o enfrentamento da hanseníase assinale a resposta errada:

  • As metas da estratégia nacional são: a redução de 44% no número de crianças com incapacidade física grau 2; a taxa de casos novos de hanseníase com grau 2 de incapacidade de 5,5 casos/1 milhão e zero estigma e discriminação.
  • No Brasil, com a alta incidência de casos, a hanseníase não tem relação com condições econômicas, sociais e ambientais desfavoráveis, atingindo a população em todos os segmentos sociais de forma semelhante.
  • Considerando a realidade epidemiológica, o Brasil optou trabalhar com todos os municípios brasileiros em detrimento de municípios prioritários para o enfrentamento da hanseníase.
  • A estratégia tem como objetivo geral a redução da Carga de Hanseníase no Brasil a partir de três pilares estratégicos: fortalecer a gestão do programa; enfrentar a hanseníase e suas complicações; combater a discriminação e promover a inclusão.
  • As ações foram delineadas pela estratégia levando em conta os grupos epidemiológicos e operacionais definidos a partir da realidade epidemiológica de cada município.
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