Moreira (ibid) discute o diálogo a partir de uma perspectiva contrastiva entre entrevistados e dois autores – Burbules (1993) e Ellsworth (1989), conforme os seguintes excertos:
“Para nossos entrevistados, em síntese, o diálogo é visto como instrumento de ensino, de mediação entre grupos distintos, de democratização da escola e da sociedade, de criação de consensos culturais e cognitivos, de eliminação de barreiras entre as diferenças.” (Moreira, 2002, p. 30.)
“Burbules (1993) convida os professores a refletirem sobre seus desempenhos docentes e a avaliarem quando e como o emprego do diálogo pode aprimorá-los.” (Moreira, 2002, p. 31.)
“Já Elizabeth Ellsworth (1989), em sua experiência docente na Universidade de Wisconsin, concluiu que a sala de aula não constitui ambiente seguro e propício à ocorrência do diálogo e ao desenvolvimento de relações democráticas.” (Moreira, 2002, p. 32.)
Na discussão do tema, não obstante as diferenças ilustradas pelos excertos, Moreira (ibid) subscreve um diálogo com potencial para superar essas limitações. Esse diálogo caracteriza-se por sua natureza
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