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#3012767

Para responder as questões 46 e 47, analise o caso abaixo.


Paciente F.R.T, 54 anos, é um paciente cirrótico de etiologia alcoólica. Encontra-se abstêmio há 1 ano. Evoluiu com ascite intratável pela piora de função renal após introdução de diuréticos. Foi listado para o transplante hepático e convocado para a cirurgia.


Em relação ao seguimento do paciente após o transplante hepático:

  • a terapia imunossupressora deve ser iniciada com droga única durante os primeiros meses após o transplante pelo risco aumentado de infecção. após o tempo mínimo de 6 meses, a terapia combinada (com 2 ou mais drogas) deve ser instituída
  • o nível de inibidores da calcineurina (exemplo: tacrolimus, ciclosporina) deve ser monitorizado, haja vista que níveis superiores a 15, no caso do tacrolimus, conferem maior risco de toxicidade para o paciente. alguns achados típicos da intoxicação por tacrolimus são: aumento dos níveis de creatinina, hipercalemia e tremor de extremidades
  • os inibidores mtor como o everolimus e sirolimus possuem efeito sinérgico com inibidores da calcineurina. possuem efeito antitumoral e também antiviral. tais drogas podem ser iniciadas logo após o transplante hepático pelo seu efeito benéfico na cicatrização
  • as drogas antiproliferativas como o micofenolato de mofetila, micofenolato sódico e a azatioprina fazem parte do arsenal imunossupressor após o transplante hepático. são efetivos para o uso isolado nas primeiras semanas após o transplante e são consideradas drogas seguras em pacientes com infecção por citomegalovírus
  • a corticoterapia pode ser iniciada ainda no intra-operatório nos casos de transplante hepático. É a droga de escolha inicial por inibir a proliferação de linfócitos B e T. Deve ser mantida por toda a vida, sendo retirada somente em casos de infecções oportunistas
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