“Nunca é demais lembrar o quanto o tratamento da regionalização está impregnado dos processos de
periodização, e vice-versa. Jamais podemos ignorar que as regionalizações são sempre historicamente
datadas, assim como as periodizações têm sua validade regionalmente delimitada, pois nunca podem ser
amplamente generalizadas. Essa contextualização espaço-temporal, não podemos esquecer, refere-se tanto às
transformações histórico-geográficas concretas quanto – e às vezes de maneira dissociada – no campo da
história das ideias. Por diferentes motivos, entretanto, algumas regionalizações, como veremos, podem resistir
no tempo”.
Fonte: Rogério Haesbaert, « Regionalizações brasileiras: antigos legados e novos desafios », Confins [En ligne], 44 | 2020, mis en ligne le 15
mars 2020, consulté le 20 août 2025. URL : http://journals.openedition.org/confins/26401 ; DOI : https://doi.org/10.4000/confins.26401
As desigualdades regionais no Brasil e as tentativas de enxergar o território em seu movimento permitiram a
proposição e o esforço de diversos autores em regionalizar o país. A partir da análise dessas diferentes
perspectivas, identifica-se que
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