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#3494067

No texto a seguir, o autor apresenta uma aparente contradição no discurso da modernidade.

Se o “espírito” era “moderno”, ele o era na medida em que estava determinado que a realidade deveria ser emancipada da “mão morta” de sua própria história — e isso só poderia ser feito derretendo os sólidos (isto é, por definição, dissolvendo o que quer que persistisse no tempo e fosse infenso à sua passagem ou imune a seu fluxo). Lembremos, no entanto, que tudo isso seria feito não para acabar de uma vez por todas com os sólidos e construir um admirável mundo novo livre deles para sempre, mas para limpar a área para novos e aperfeiçoados sólidos.

BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2000.

Nesse trecho, ele sugere que a modernidade

  • rejeita as permanências e acaba criando um estado de fluxo contínuo sem criação de novas estruturas.
  • define-se pela destruição das estruturas consolidadas do passado, mas acaba estabelecendo novas permanências.
  • reafirma as estruturas tradicionais ao invés de transformá-las, ao contrário do que afirmam seus ideólogos.
  • caracteriza-se pela criação de novas formas institucionais que reforçam a estabilidade social sem eliminar a tradição.
  • objetiva a emancipação do homem, mas acaba criando uma servidão ainda maior do que a tradicional.
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