“No nordeste, a história do Bumba meu boi foi inspirada na lenda
da Mãe Catirina e do Pai Francisco (Chico).
Nessa versão, Mãe Catirina e Pai Francisco são um casal de
negros trabalhadores de uma fazenda. Quando Mãe Catirina fica
grávida, ela tem desejo de comer a língua de um boi.
Empenhado em satisfazer a vontade de Catirina, Chico mata um
dos bois do rebanho, que, no entanto, era um dos preferidos do
fazendeiro.
Ao notar a falta do boi, o fazendeiro pede para que todos os
empregados saiam em busca dele.
Eles encontram o boi quase morto, mas com a ajuda de um
curandeiro ele se recupera. Noutras versões, o boi já está morto
e com o auxílio de um pajé, ele ressuscita.
A lenda, dessa maneira, está associada ao conceito de milagre do
catolicismo ao trazer de volta o animal. Ao mesmo tempo, mostra
a presença de elementos indígenas e africanos, tal como a cura
pelo pajé ou curandeiro e a ressurreição.
A festa do Bumba meu boi é celebrada para comemorar esse
milagre.”
Numa das crônicas de A Semana, Machado de Assis declara:
“Duas coisas contrárias podem ser verdadeiras e até legítimas,
conforme a zona. Eu, por exemplo, execro o mate chimarrão; os
nossos irmãos do Rio Grande do Sul acham que não há bebida
mais saborosa neste mundo”.
Todos os pensamentos abaixo mostram oposições; a frase do
mesmo Machado que comprova o pensamento de que “Duas
coisas contrárias podem ser verdadeiras e até legítimas...” é:
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