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#1697454

Nos estudos atuais, defendemos a ideia da criança sujeito que se produz dentro de realidades, por isso, afeta e é afetada pelo contexto no qual interage. Em contrapartida, negamos a infância universal e padronizante. Concebemos a diversidade no campo da infância como espaço de construções e interações relacionadas à cultura e ao lugar no qual a identidade das crianças se constitui e se encontra em permanente devir. Conclamamos uma infância inter/multicultural nas dimensões política, econômica, cultural, geográfica e social.

(GONÇALVES, 2017, p. 24)

Acerca da concepção da infância e da desigualdade educacional:

  • A riqueza de experiências e as possibilidades de construções e interações vivenciadas na escola se perdem diante da exposição das crianças a situações de vulnerabilidade social.
  • A infância, como uma etapa do desenvolvimento do sujeito, não existe para muitas crianças, no Brasil, uma vez que as desigualdades sociais e a vulnerabilidade a que estão expostas não lhes permitem ter infância.
  • Dada a diversidade de experiências a que as crianças estão expostas, não é possível definir uma proposta curricular que atenda à complexidade que o campo da infância apresenta.
  • Uma concepção dialética de infância não se sustenta em uma definição universal e padronizante, mas sim na dinâmica de relações sociais, em que as interações modificam o contexto, ao mesmo tempo em que o contexto as afeta.
  • A ideia de infância é abstrata e não permite compreender como ocorre o processo de desenvolvimento e de aprendizagem das crianças, não sendo, portanto, um constructo teórico que fundamente as práticas pedagógicas nas escolas.
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