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#2831668
Texto da Questão:

Instruções: As questões de números 11 a 15 referem-se ao texto abaixo.


O desafio que nos impõem filmes de determinação e luta pela sobrevivência como Caminho da liberdade é aceitá-los pela chave factível e capacidade de nos absorver na história. Peter Weir é mais feliz neste último apelo, mas nem tanto no primeiro, ao retratar um grupo de prisioneiros de um gulag que, no início da década de 40, foge através do território russo gelado e empreende uma jornada pela Mongólia até o Tibete. Alguns chegarão, outros não.

A questão, em princípio, é trabalhar um relato verídico no registro ficcional, já que ao livro de Slavomir Rawics − com título homônimo − em que se baseia, o cineasta somou outras experiências semelhantes de prisioneiros. Sentiu-se, assim, mais livre para deixar arestas a certa imaginação e conjecturas dramáticas. Para não comprometer a saga liderada pelo jovem militar interpretado por Jim Sturgess, é preciso relevar que as limitadas condições de sobrevida nunca chegam a se esvair por completo, por obra de alguma vocação ao heroísmo também nunca bem esclarecida.

Assim, no grupo de personagens, composto por um russo escroque (Colin Farrell), um americano desiludido (Ed Harris) e a única mulher, uma jovem polonesa (Saoirse Ronan), a bandeira será muito mais de tolerância pelas diferenças sociais e crenças políticas a que se veem obrigados do que pelos instintos pessoais comuns a situações de limite. É um filme, enfim, sobre a condição de diversos e sua cooperação pela vida. Weir dá dimensão de grandiosidade quase épica ao intento, característica de parte de seu cinema, mas demonstra fragilidade ao tratar o microcosmo de seus heróis.


(Orlando Margarido. CartaCapital. Bravo! 18 de maio de 2011, p. 72)

É correto afirmar que se evidencia no texto

  • dúvida acerca das condições da realidade improvável em que se encontram as personagens, ainda que a história se desenrole de modo convincente para o espectador.
  • admiração pelo heroísmo das personagens do filme, que conseguem sobreviver, apesar das limitações inerentes ao grupo e das condições climáticas extremamente desfavoráveis.
  • comprovação de que a associação entre fatos verídicos e ficção resulta invariavelmente na idealização da personalidade humana em situações de perigo.
  • crítica à falta de profundidade das personagens, como também a um certo excesso de imaginação quanto às reais possibilidades de sucesso do grupo em sua fuga.
  • valorização do trabalho de um diretor que consegue, a partir de uma história fantasiosa, criar elementos que dão profundidade às personagens, na defesa de suas vidas.
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