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#2831666
Texto da Questão:

Instruções: As questões de números 11 a 15 referem-se ao texto abaixo.


O desafio que nos impõem filmes de determinação e luta pela sobrevivência como Caminho da liberdade é aceitá-los pela chave factível e capacidade de nos absorver na história. Peter Weir é mais feliz neste último apelo, mas nem tanto no primeiro, ao retratar um grupo de prisioneiros de um gulag que, no início da década de 40, foge através do território russo gelado e empreende uma jornada pela Mongólia até o Tibete. Alguns chegarão, outros não.

A questão, em princípio, é trabalhar um relato verídico no registro ficcional, já que ao livro de Slavomir Rawics − com título homônimo − em que se baseia, o cineasta somou outras experiências semelhantes de prisioneiros. Sentiu-se, assim, mais livre para deixar arestas a certa imaginação e conjecturas dramáticas. Para não comprometer a saga liderada pelo jovem militar interpretado por Jim Sturgess, é preciso relevar que as limitadas condições de sobrevida nunca chegam a se esvair por completo, por obra de alguma vocação ao heroísmo também nunca bem esclarecida.

Assim, no grupo de personagens, composto por um russo escroque (Colin Farrell), um americano desiludido (Ed Harris) e a única mulher, uma jovem polonesa (Saoirse Ronan), a bandeira será muito mais de tolerância pelas diferenças sociais e crenças políticas a que se veem obrigados do que pelos instintos pessoais comuns a situações de limite. É um filme, enfim, sobre a condição de diversos e sua cooperação pela vida. Weir dá dimensão de grandiosidade quase épica ao intento, característica de parte de seu cinema, mas demonstra fragilidade ao tratar o microcosmo de seus heróis.


(Orlando Margarido. CartaCapital. Bravo! 18 de maio de 2011, p. 72)

De acordo com o texto, o filme

  • relata, com base em depoimentos de prisioneiros russos, as dificuldades que as pessoas habitualmente enfrentam para sobreviver no território gelado situado entre a Mongólia e o Tibete.
  • se impõe mais como respeito mútuo dos componentes de um grupo heterogêneo de fugitivos à sua própria diversidade do que à luta por sua sobrevivência, em situação de limite.
  • demonstra a capacidade do diretor em convencer os espectadores da veracidade da história narrada, apesar das condições extremas de sobrevivência no território que serve de ambiente para a ação.
  • permite acompanhar a evolução psicológica das personagens, bem além do conteúdo verídico da história, focado na luta pela sobrevivência em condições inóspitas.
  • convence plenamente o espectador de sua intenção fundamental, ou seja, da supremacia do instinto de sobrevivência até que todos consigam alcançar a liberdade.
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