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#3382255

“(...) um dos traços mais visíveis da economia egípcia antiga era, sem dúvida, o estatismo faraônico: a quase totalidade da vida econômica ‘passava’ pelo rei e seus funcionários, ou pelos templos. Estes últimos devem ser considerados parte integrante do Estado, mesmo se, em certas ocasiões, houve atritos entre a realeza e a hierarquia sacerdotal; aliás, os bens dos templos estavam sob a supervisão do tjati, espécie de ‘primeiro-ministro’ nomeado pelo faraó.”


Através dos estudos históricos acerca do Egito Antigo, principalmente a partir de Karl Marx e seus seguidores, chegou-se à hipótese de que os estados surgidos no Mediterrâneo na Idade Antiga teriam tido uma forma de organização econômica e de trabalho semelhante. Mesmo que recentemente criticada por alguns historiadores, o então chamado Modo de Produção Asiático continua sendo utilizado por alguns livros didáticos e exposto em trabalhos acadêmicos. Sobre ele, podemos afirmar que se caracteriza:

  • Pela extensiva utilização de moedas como forma de pagamento aos trabalhos compulsórios realizados pelos camponeses.
  • Pela produção descentralizada e independente dos Estados, entretanto ligada a um senhor feudal que controla e mantém o monopólio do comércio sobre o que é produzido pelos camponeses.
  • Pela representação e aceitação entre historiadores soviéticos, sendo unanimidade entre os marxistas que, mesmo com críticas à tese, continuam defendendo ela, principalmente o historiador inglês Perry Anderson.
  • Pela centralização do Estado na organização das tarefas, recolhimento e redistribuição do que era produzido pelos camponeses. Baseava-se numa economia predominantemente agrária, onde os camponeses eram presos à terra, não podendo abandonar seu local de trabalho.
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