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#1982890

“Hoje, temos um marco que nos permite trazer essas discussões para o ensino da Geografia, que é a Lei n° 10.639. Essa Lei é tratada na Parte 1, ‘A Lei n° 10.639 e o ensino de Geografia’. Ela coloca na ordem do dia – de diferentes maneiras – que o mundo da educação tem que refletir sobre essas questões, tem que refletir sobre a forma como as relações raciais são tratadas dentro de conteúdos programáticos e, também, de práticas pedagógicas. Ela nos provoca, portanto, a inserir novos conteúdos, mas, sobretudo, a rever conteúdos e práticas pedagógicas.”

(SANTOS, R. E. dos (org.). Diversidade, espaço e relações étnicoraciais: o negro na geografia do Brasil. Belo Horizonte: Autêntica, 2007. p. 115-136.)


Uma forma de estabelecer novos e necessários olhares consiste na ruptura com as estigmatizações socioespaciais, que instituem papeis sociais restritos aos negros e limitadas visões sobre seus lugares, e na explicitação da diversidade de ocupações e funções que são e podem ser exercidas na sociedade por eles.


A partir do que foi explicitado, uma prática pedagógica afinada com a revisão de conteúdos e formas de apresentar a África consiste em:

  • retratá-la a partir de fotografias com pinturas e ornamentos típicos de seus povos, além das belezas naturais das savanas.
  • apresentá-la em sua heterogeneidade, como um continente marcado pela diversidade cultural, religiosa, físico-natural, econômica, entre outros aspectos.
  • regionalizar o continente em África Branca, ao Norte, e África Negra, na parte Subsaariana, partindo do olhar forasteiro.
  • apresentá-la como área de riquezas naturais, acumuladas pela via da espoliação.
  • abordá-la como um território de conflitos, marcados pela grande invisibilidade no que tange às repercussões e comoções mundiais.
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