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O sistema de governança global pós-Guerra Fria vem passando por grandes transformações em consequência de momentos de ruptura paradigmática da história da humanidade, desde o atentado contra as Torres Gêmeas (2001), perpassando pelas crises mundiais de 2008 (sistema financeiro global) e 2019 (pandemia mundial da Covid), até os dias atuais com a Guerra da Ucrânia (2022) e, mais recentemente, o ataque do Hamas à Israel (2023). Entre muitos outros, tais eventos têm desdobramentos geopolíticos, econômicos e jurídicos complexos que trazem no seu âmago o debate em torno da reconfiguração do sistema de governança global em constante mutação. Com efeito, vive-se hoje a disputa entre os Estados Unidos e a China pelo controle e liderança do sistema de governança global, que se encontra em construção a partir da reordenação das cadeias globais de valor, produção e conhecimento.


Com base no trecho acima e em seus conhecimentos, assinale a opção que retrata corretamente a conexão entre o perfil de evolução do sistema de governança global e as estratégias de segurança nacional das potências dominantes, notadamente dos Estados Unidos e da China. 

  • Sob os efeitos da crise financeira de 2008, seguidos pelos da crise pandêmica de 2019, a Estratégia de Trump reedita, já em 2017, a antiga Estratégia “America First” da época do sistema eurocêntrico de governança global (1648-1945), viabilizando o giro da desglobalização da economia como instrumento de contraposição à Iniciativa Cinturão e Rota (ICR) da China.
  • Sob os influxos da crise financeira de 2008, a Estratégia de Obama afastou-se do sistema liberal de governança global regido pela tríade capitalista (Estados Unidos, União Europeia e Japão), desfazendo assim a Aliança Transpacífica (TPP) e a Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP), concebidas pelo seu antecessor.
  • Sob a égide dos primeiros anos do cenário pós-Guerra Fria, a Estratégia de reconstrução nacional e liderança global de Clinton (1993) estabeleceu que os EUA deveriam liderar o mundo a partir de uma postura unipolar unilateral de regulamentação rígida da economia mundial.  a
  • Sob os impactos do ataque terrorista, a Doutrina Bush (2002) estabeleceu que os EUA deveriam usar força militar preventiva para combater o terrorismo global, apresentandose como um vetor kantiano de valorização axiológica do Direito Internacional Público (DIP) e do próprio Direito Internacional Humanitário (DIH).
  • Ainda sob a vigência da Guerra da Ucrânia e do ataque do Hamas a Israel, a Estratégia Sem Nome de Biden vem mantendo o nacionalismo americano, o reconhecimento da China como principal rival estratégico, o fortalecimento das alianças transoceânicas com a Europa e a Ásia e a diplomacia multilateral da Estratégia de Trump.
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