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#3728737
Texto da Questão:

LEIA O CASO CLÍNICO ABAIXO E RESPONDA A QUESTÃO.


Dona Iolanda, 78 anos, é portadora de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) grave, Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2). Após uma recente exacerbação da DPOC que culminou em 10 dias de internação hospitalar por insuficiência respiratória, ela recebeu alta para continuar o tratamento em casa. A família, que reside em uma área de abrangência com Estratégia de Saúde da Família (ESF) bem estruturada, busca a equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) para auxílio na organização do cuidado. Dona Iolanda encontra-se acamada, dependente de concentrador de oxigênio por 16 horas/dia e necessita de dieta enteral por sonda nasogástrica (SNG), além de curativos diários em úlcera por pressão em região sacral. A filha, que é a cuidadora principal, demonstra sinais de sobrecarga física e emocional. A equipe de saúde avalia a paciente e a classifica para o Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) na modalidade AD2 (Atenção Domiciliar de Nível 2 - Programa Melhor em Casa), o que exige a articulação do cuidado entre a Equipe Multidisciplinar de Atenção Domiciliar (EMAD) e a equipe de APS. A complexidade do caso exige uma transição segura e eficaz do hospital para o domicílio. 

Considerando o caso e a organização da Atenção Domiciliar (AD) no Sistema Único de Saúde (SUS) como um componente da Rede de Atenção à Saúde (RAS), qual das alternativas a seguir representa a estratégia mais adequada e fundamental para a gestão contínua e integral do cuidado de Dona Iolanda? 

  • A responsabilidade primária pelo cuidado de Dona Iolanda, devido à alta complexidade tecnológica (oxigênio e SNG), recai exclusivamente sobre a EMAD, sendo a ESF do território acionada apenas pontualmente para casos de urgência ou agudização.
  • A intervenção principal da equipe de AD deve se concentrar no gerenciamento clínico das condições crônicas, evitando a abordagem intersetorial, pois a gestão de questões sociais (como a sobrecarga da cuidadora) não é considerada um pressuposto para a efetividade do cuidado sanitário.
  • A classificação de Dona Iolanda no AD2 (Programa Melhor em Casa) alinha-se ao conceito de Hospital at Home, indicando que o foco da intervenção é a substituição integral do leito hospitalar para quadros agudos ou crônicos agudizados, visando à otimização de leitos e à segurança do paciente em casa.
  • A Atenção Primária à Saúde (APS), por meio da ESF, é o eixo estruturador e ordenador da assistência na RAS, devendo a EMAD adaptar-se às necessidades do território e da população, garantindo a continuidade do cuidado, inclusive na modalidade AD1.
  • O processo de desospitalização para o AD2 deve se pautar na eliminação da necessidade de adaptação do domicílio, visto que a personalização do cuidado, respeitando a cultura familiar, anula a intenção de transformar a casa em uma estrutura minimamente adequada para procedimentos seguros.
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